Deitada na cama. É a hora que eu mais penso em você. Deitada na cama, prestes a dormir. É nessa hora que tudo o que eu já fiz com você aparece na minha cabeça como se tudo não passara de um filme, um filme que eu assistira minutos antes e sabia que não poderia mais compartilhar momentos com o protagonista. Simplesmente porque o protagonista da minha vida se fora.
Tento viver como se nada tivesse acontecido. Não demonstro minhas tormentas ou minhas dores ao próximo, pois essa é uma dor que não há maneiras como ser compartilhada. Ninguém entenderia. Tentariam me dizer palavras de consolo, mas isso não iria fazer com que eu volte no tempo e te traga de volta. Palavras não me fariam sorrir. Simplesmente porque o motivo para fazê-lo se fora.
Agora faz um ano que eu não ouço sua voz. 365 dias que eu não encaro seus olhos e sinto o seu perfume. Como pude agüentar por tanto tempo? Como meu coração pode permanecer batendo depois que o seu parara de fazê-lo? Em outras palavras, como pude viver sem você? Sofrer. É isso que me resta. Não dei valor ao tempo em que você estava ao meu lado, então agora estou condenada. E não vou implorar para que tudo isso pare. Minhas forças para isso ficaram com você. Isso é um sinal de que um dia você existiu. Sim, você realmente existiu. Mas agora se fora.
É natal de novo. O verde e o vermelho não fazem mais sentido pra mim. Na tradicional ceia, não é “Feliz Natal” que eu escuto. Meus pêsames. Não quero pêsames, não quero sentimentos. Quero um momento para esquecer o que acontecera – mas é um pouco impossível. Natal – onde Ele nasceu , mas você me disse um Feliz Natal, então se fora.